- What to do when one has done everything? Read everything, drunk everything, eaten everything?
Stereolab em doses periódicas. E indo muito bem, obrigada.
- What to do when one has done everything? Read everything, drunk everything, eaten everything?
Stereolab em doses periódicas. E indo muito bem, obrigada.
Outubro tem sido inesgotável, e olha que o meu inferno astral é tradicionalmente em agosto. Mesmo assim, a escriba de cá não pode se dar ao luxo de fazer reclamação alguma. Apesar de inesgotável, outubro tem causado uma boa impressão em vários sentidos. Musicalmente falando, idem.
Quase no final do mês, quando não mais existia esperança de que alguma novidade dispontasse, eis que a sueca Sarah Assbring, idealizadora do El Perro Del Mar, lança o album ‘Love Is Not Pop’. E, pra desmistificar aquele ditado de que não se deve julgar um livro pela capa, já fui logo me encantando com o album novo da Sarah justamente pelo nome.
O amor não é pop, o amor é o anti-hype.
Por Francisco Alvim:
Os dias brilham
A fala do oráculo
adunca e avara
escava a pedra
escava
O mundo mudo
O sino que não soa
ecoa
os três futuros,
do passado
do presente
do futuro
O paredão cego da serra
escura
escuta, enxerga
Os dias brilham
- If this is the last dance, if this is the last dance. Then save it for me baby!
Depois de um breve diálogo sobre Paris com Daniell Marafon, escriba do ‘Suerte de Matar’, cheguei a algumas conclusões:
De fato, aqui na metrópole paulistana as relações são mais líquidas. Na cidade francesa, ainda não sei. No entanto, posso imaginar como seria por experiência. Já tive um affair com um French, e deu pra perceber que os caras por lá são diferentes dos daqui.
Toda essa nostalgia emocional aconteceu por conta da trilha sonora desta última semana – pertinente até os dias de hoje, aliás. Além dos Phoenix (banda que parece estar em eternal repeat), os podcasts do Fubiz têm se tornado uma adorável constante. Destaque para o #43, cuja seleção de músicas foi meticulosamente feita pelo frupo francês The Penelopes. Outra compilação bem válida, mas essa eu ainda não ouvi por completo, é o último minimix do Kitsune Maison.
Seja na música ou nos amores, Paris é sempre uma ótima pedida.

(um de outubro de 2009: aniversário de 60 anos da China comunista)
Não vi o começo da ditadura nem Luiz Carlos Prestes ser pego, mas li o que disseram na época nos jornais e como o governo ditatorial anunciava isso com ares de espetáculo. Sem contar o filme ‘Olga’ que retratou com eficiência o que ocorreu naquele período.
Não vi a Segunda Guerra Mundial começar nem contei um a um os mortos nos campos de concentração. No entanto, Anne Frank escreveu seu diário tão pessoalmente que eu poderia me visualizar ao seu lado, dormindo no mesmo porão e tendo medo de acordar morta no dia seguinte.
Por mais sentido que exista em ampliar o discurso por aqui sobre a espetacularização da sociedade (e das guerras), prefiro deixar os argumentos com o escritor francês Guy Debord. Afinal, Debord é o cara mais indicado a falar da sociedade do espetáculo.
O espetáculo é ao mesmo tempo parte da sociedade, a própria sociedade e seu instrumento de unificação. Enquanto parte da sociedade, o espetáculo concentra todo o olhar e toda a consciência. Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido e da falsa consciência; a unificação que realiza não é outra coisa senão a linguagem oficial da separação generalizada (…) O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas mediatizada por imagens.
Não á toa, as guerras são tão bem retratadas no cinema, no teatro, e nos livros.
- And so you’re back from outer space. I just walked in to find you here.
Finalmente (de novo). Teremos Cake no Brasil, caros. 16 de novembro, segunda-feira, no Via Funchal. Além da banda americana, o Indie Rock Festival também traz Gogol Bordello e Mombojó.
ps: sem querer pedir muito, mas bem que podiam trazer Dandy Warhols conforme prometido ano passado. Afinal, de festival sem palavra e desorganizado, o nosso país tá bem servido.
_update: uma salva de vaias pra organização inútil do Indie Rock Festival. Cake não vem mais ao Brasil. Teremos Super Furry no lugar.