Arquivo para a categoria 'Coleção'

#48 via piauí

  • Bela juventude

toquio

Há muito, muito tempo, o Japão é algo além da Yakuza. Há muito, muito tempo, Tóquio é considerada a meca do consumo fashionista e da tecnologia. Por mais que, em alguns momentos, isso aconteça de forma exagerada – bem exagerada, a propósito. Mas vai saber se um dia esse exagero todo não vai virar tendência, hum?

Eu não desconfio de nada que vem do Oriente. Não mesmo.

#47 via piauí

  • Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus
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(Heather Leah Kennedy)

Me assustou um bocado reconhecer, depois desse texto, que as mulheres lêem mais que os homens. E que, exatamente por isso, as mulheres tem uma visão literário do amor, enquanto os homens têm uma visão mais prática e física.

A primeira constatação não me indigna tanto. Afinal, basta uma ida a qualquer livraria pra verificar que a procura por livros é majoritariamente feita pelo mulheril. Talvez porque a leitura seja uma atitude feminina – não que isso proíba os rapazes de fazerem o mesmo, pelo contrário. Muitas vezes, ler é mais que imaginar cenas e entender uma história. É se permitir que o autor do que se lê te traga verdades incovenientes. E o pior: você paga por isso.

Já a segunda idéia não chega a ser uma afronta, porém é temerosa. Essa vaga noção de que as mulheres são a parte frágil é tão last summer que não dá nem vontade de falar sobre isso. Assim como acreditar que todos os caras do mundo são imunes a qualquer ser feminino.

Se é pra ter crença em alguma coisa, eu prefiro acreditar na minha vodka.

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Mas, voltando ao escritos do Mario Vargas Llosa na revista piauí (…) Apesar de eu aproveitar somente o início do texto dele pra escrever este, vale a leitura na íntegra. Llosa defende a leitura de romances pelo bem das relações humanas, perpetuação de conhecimento, e ações sexuais.

Em um mundo iletrado, o amor e a fruição não seriam diferentes dos meros instintos elementares que satisfazem os animais: copular e devorar.

Grande Llosa!

Heather Leah Kennedy

Love Is Not Pop

elperrodelmar

Outubro tem sido inesgotável, e olha que o meu inferno astral é tradicionalmente em agosto. Mesmo assim, a escriba de cá não pode se dar ao luxo de fazer reclamação alguma. Apesar de inesgotável, outubro tem causado uma boa impressão em vários sentidos. Musicalmente falando, idem.

Quase no final do mês, quando não mais existia esperança de que alguma novidade dispontasse, eis que a sueca Sarah Assbring, idealizadora do El Perro Del Mar, lança o album ‘Love Is Not Pop’. E, pra desmistificar aquele ditado de que não se deve julgar um livro pela capa, já fui logo me encantando com o album novo da Sarah justamente pelo nome.

O amor não é pop, o amor é o anti-hype.

#46 via piauí

  • Brilham muito

46

Por Francisco Alvim:

Os dias brilham
A fala do oráculo
adunca e avara
escava a pedra
escava
O mundo mudo
O sino que não soa
ecoa
os três futuros,
do passado
do presente
do futuro
O paredão cego da serra
escura
escuta, enxerga
Os dias brilham

À francesa

(Siebe)

(Siebe)

Depois de um breve diálogo sobre Paris com Daniell Marafon, escriba do ‘Suerte de Matar’, cheguei a algumas conclusões:

  1. São Paulo é a cidade dos amores breves;
  2. Enquanto Paris é a capital dos amores intensos.
  3. E em ambas, todos estão sujeitos ao famoso broken heart.

De fato, aqui na metrópole paulistana as relações são mais líquidas. Na cidade francesa, ainda não sei. No entanto, posso imaginar como seria por experiência. Já tive um affair com um French, e deu pra perceber que os caras por lá são diferentes dos daqui.

Toda essa nostalgia emocional aconteceu por conta da trilha sonora desta última semana – pertinente até os dias de hoje, aliás. Além dos Phoenix (banda que parece estar em eternal repeat), os podcasts do Fubiz têm se tornado uma adorável constante. Destaque para o #43, cuja seleção de músicas foi meticulosamente feita pelo frupo francês The Penelopes. Outra compilação bem válida, mas essa eu ainda não ouvi por completo, é o último minimix do Kitsune Maison.

Seja na música ou nos amores, Paris é sempre uma ótima pedida.

#45 via piauí

  • Sociedade do espetáculo
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(um de outubro de 2009: aniversário de 60 anos da China comunista)

Não vi o começo da ditadura nem Luiz Carlos Prestes ser pego, mas li o que disseram na época nos jornais e como o governo ditatorial anunciava isso com ares de espetáculo. Sem contar o filme ‘Olga’ que retratou com eficiência o que ocorreu naquele período.

Não vi a Segunda Guerra Mundial começar nem contei um a um os mortos nos campos de concentração. No entanto, Anne Frank escreveu seu diário tão pessoalmente que eu poderia me visualizar ao seu lado, dormindo no mesmo porão e tendo medo de acordar morta no dia seguinte.

Por mais sentido que exista em ampliar o discurso por aqui sobre a espetacularização da sociedade (e das guerras), prefiro deixar os argumentos com o escritor francês Guy Debord. Afinal, Debord é o cara mais indicado a falar da sociedade do espetáculo.

O espetáculo é ao mesmo tempo parte da sociedade, a própria sociedade e seu instrumento de unificação. Enquanto parte da sociedade, o espetáculo concentra todo o olhar e toda a consciência. Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido e da falsa consciência; a unificação que realiza não é outra coisa senão a linguagem oficial da separação generalizada (…) O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas mediatizada por imagens.

Não á toa, as guerras são tão bem retratadas no cinema, no teatro, e nos livros.

#44 via piauí

  • Quebrando a cabeça

piaui44

A imagem acima não existe. Pelo menos, não existe no sentido de ter sido retirada do site ou do Flickr de algum fotógrafo. Essa imagem só foi possível graças aquele recurso  ‘print screen’, e é a prova mais cabal de todas para atestar a descoberta de uma nova habilidade escondida em mim: montar quebra-cabeças.

Sim. Porque, até o ponto em que eu sabia, eu sempre fui um desastre com quebra-cabeças. Minha irmã e meu pai , por outro lado, costumavam montar uns gigantes, coisa de mil pedaços, daqueles que a gente faz quadro depois de terminar. Mas, eu era a ovelha negra de casa nesse quesito.

Entretanto, esse site veio me provar o contrário e confirmar que ‘filho de peixe, peixinho é’. Se a minha irmã era boa nisso, devido a fatores genéticos, eu também deveria ser, oras. E o que tornou a tarefa de encaixar as peças mais intrigante é que o quebra-cabeças é em movimento.

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Observação escondida nesse post: não acho tão relevante assim, mas, anyway, a minha sobrinha – filha da minha irmã, a expert na arte de juntar peças – me ajudou a terminar a montagem.

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