- Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus
Me assustou um bocado reconhecer, depois desse texto, que as mulheres lêem mais que os homens. E que, exatamente por isso, as mulheres tem uma visão literário do amor, enquanto os homens têm uma visão mais prática e física.
A primeira constatação não me indigna tanto. Afinal, basta uma ida a qualquer livraria pra verificar que a procura por livros é majoritariamente feita pelo mulheril. Talvez porque a leitura seja uma atitude feminina – não que isso proíba os rapazes de fazerem o mesmo, pelo contrário. Muitas vezes, ler é mais que imaginar cenas e entender uma história. É se permitir que o autor do que se lê te traga verdades incovenientes. E o pior: você paga por isso.
Já a segunda idéia não chega a ser uma afronta, porém é temerosa. Essa vaga noção de que as mulheres são a parte frágil é tão last summer que não dá nem vontade de falar sobre isso. Assim como acreditar que todos os caras do mundo são imunes a qualquer ser feminino.
Se é pra ter crença em alguma coisa, eu prefiro acreditar na minha vodka.
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Mas, voltando ao escritos do Mario Vargas Llosa na revista piauí (…) Apesar de eu aproveitar somente o início do texto dele pra escrever este, vale a leitura na íntegra. Llosa defende a leitura de romances pelo bem das relações humanas, perpetuação de conhecimento, e ações sexuais.
Em um mundo iletrado, o amor e a fruição não seriam diferentes dos meros instintos elementares que satisfazem os animais: copular e devorar.
Grande Llosa!

Alguém no lugar de aproveitar a conseguida liberdade feminina, criou a guerra dos sexos. Alguém no lugar de valorizar o amor e associar isso a coisas boas, criou a promiscuidade.
Esse lance de amor vs. leitura é interessante, me fez lembrar da era do romantismo, onde jovens as 15 anos se matavam por suas amadas, e isso esta muito ligado a leitura de obras da época. Eita! O mundo tá longe de um equilibriu, ainda vivemos de 8 ou 80.
bjs.
Em termos de leitura, sobre o Amor, têm um livrinho interessante chamado “Estudios Sobre El Amor”, que trata de alguns ensaios filosóficos do Ortega Y Gasset discutindo o Amor, seja na literatura ou a aplicação prática do mesmo. Nem sempre o filosofo está certo, mas é interessante quando ele diz que todo mundo se acha especialista no tema, como se fosse um tabu que não valesse a pena ser discutido em termos objetivos.
Mas sobre as leitoras, eu concordo. Pelo menos, no meu humilde blogue, 90% dos leitores, são leitoras. Mas também, o que eu acho, é que não adianta nada ler todos os romances do mundo falando sobre sexo e o amor, se não se têm uma análise prática, fria e racional da situação. Têm de ter sido romântico e promíscuo, canalha e apaixonado pra saber tratar do assunto. No final, ter só a noção estética do amor, através do romance ou de experiências romantizadas a partir do mesmo, também é uma puta deficiência. Amor é como o frango do supermercado, têm data de validade… Já o que deriva desse sentimento com o tempo, ainda está pra ser descoberto…