#45 via piauí

  • Sociedade do espetáculo
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(um de outubro de 2009: aniversário de 60 anos da China comunista)

Não vi o começo da ditadura nem Luiz Carlos Prestes ser pego, mas li o que disseram na época nos jornais e como o governo ditatorial anunciava isso com ares de espetáculo. Sem contar o filme ‘Olga’ que retratou com eficiência o que ocorreu naquele período.

Não vi a Segunda Guerra Mundial começar nem contei um a um os mortos nos campos de concentração. No entanto, Anne Frank escreveu seu diário tão pessoalmente que eu poderia me visualizar ao seu lado, dormindo no mesmo porão e tendo medo de acordar morta no dia seguinte.

Por mais sentido que exista em ampliar o discurso por aqui sobre a espetacularização da sociedade (e das guerras), prefiro deixar os argumentos com o escritor francês Guy Debord. Afinal, Debord é o cara mais indicado a falar da sociedade do espetáculo.

O espetáculo é ao mesmo tempo parte da sociedade, a própria sociedade e seu instrumento de unificação. Enquanto parte da sociedade, o espetáculo concentra todo o olhar e toda a consciência. Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido e da falsa consciência; a unificação que realiza não é outra coisa senão a linguagem oficial da separação generalizada (…) O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas mediatizada por imagens.

Não á toa, as guerras são tão bem retratadas no cinema, no teatro, e nos livros.

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2 Responses to “#45 via piauí”


  1. 1 Chantinon outubro 16, 2009 às 9:00 pm

    Adorei o filme “Olga”. Mas fica muito difícil imaginar que o Carlos Prestes era aquele coisa chorona e com cara de menininho da vovó.
    O cara atravessou o pais a bala e era um emo?
    O ultimo espetáculo que assisti foi “Inglorious Basterds”.. Hehehe!
    Duas vezes é claro!

  2. 2 Daniell Marafon outubro 19, 2009 às 3:33 am

    Bom, de acordo com o Bataille, a relação entre amor e morte se dá durante o sexo (infeliz esse “se dá”, eu sei, haha), e que essa mesma relação é propriamente experienciada durante o orgasmo – momento glorioso que ele mesmo batizou de “la petite morte”… Pelo menos esse foi o ponto que eu tentei entrelaçar em certa altura do meu texto… Acho que amor, em menor ou maior grau, serve pra intensificar mais essa experiência (por 300 motivos óbvios que não precisam ser citados extensivamente)… O que me faz lembrar de um artigo que eu li essa semana dizendo que o excesso de excitação (causada por um grande nível de produção de testosterona, tanto em homens e mulheres), leva, depois de certo tempo com um parceiro com o qual não existe ‘amor’, a produção excessiva de dopamina (a mesma droga produzida pelo corpo quando se ama)… Por isso que “fucking friends” nunca deram certo… Comigo, pelo menos, alguém sempre se envolve… Então, de qualquer maneira, amor, morte e sexo, são coisas que andam muito perto uma das outras…

    E falando agora do seu texto, me fez lembrar algumas coisas de Sloterdijk e a filosofia de massa dele e os meus tempos cursando Filosofia na Unicamp…

    Bom, escrevi demais onde não se deve, pqp… Mal ae haha ;)


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