Arquivo para Abril, 2009

Zero Zero Zero

MSTRKRFT é bem isso aqui, faz produções bem bacanas; entretanto, como já tinha gostado um tanto da versão original de ‘Zero’, fico com o Yeah Yeah Yeahs.

Roteiro do não dito.

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(Alfredo Amaral)

O chá de boldo amargava as xícaras quando Ana resolveu abrir as janelas. O pouco de sol não resolveu enquanto houveram nuvens, densas e frias. Aos cães, sobravam as sinfonias da lua cheia. A noite forasteira e repentina mal deixou a polenta e o arroz ficarem prontos. Das velas e pequenas lâmpadas (dos abajures dos cantos da sala), luzes coloriam as retinas. Corujas piavam quando Roberto chegou.

(…)

Cauterizados pelo gosto do vinho, alguém discordou da salada de rúcula enquanto o fogo já consumia as cadeiras, mesas e a prateleira das louças.

- As cebolas são o problema. Ou talvez os alhos e o limão, não sei ao certo.
- Talvez seja melhor fazer peixe.
- Com fome ainda?
- Sinto muita fome pela manhã.

(…)

De tolhas sentados na cama, fumando cigarros fedidos e cheirando vinho, surgiu a discórdia quanto ao tempo dos lados dos vinis.

- Cansei de Billie Holiday. Um lado de Guizado?
- Um lado do seu melhor vinho garçom.
- A senhorita dança muito bem para uma polaca.
- São estímulos mútuos, senhorito.

(…)

Não tocou na quínua e nos pães, nem no leite.

- Enchi as garrafas e peguei os bilhetes. Tomemos um sorvete?
- De framboesa e limão?
- De laranja com fotografias.

(…)

Pensou pra si:

- O que fazer com as corujas?
- Quer café?

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Porque o Pedro Tinho escreve de um jeito que ninguém é capaz de escrever. Tão naturalmente dele.

#20 via piauí

  • O encontro do surrealista com o homem perfeito
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(Jung Moon)

Salvador Dalí teria enviado, certa vez, uma carta escrita em punho próprio à Leonardo Da Vinci. Claro, isso só seria possível graças a máquina do tempo; inventada pelo segundo.

O italiano não conseguiu entender palavra sequer mas, mesmo assim, guardou o envelope e a tal carta sobressalente para refletir sobre o conteúdo desta em algum outro dia.

Dalí desejava uma resposta urgente e se arrepende por não ter comentado isso na carta que mandara. Passam algumas semanas, e o surrealista resolveu visitar o homem perfeito e questioná-lo por não ter sido respondido:

Meu caro Da Vinci, sempre vi mistério em sua pessoa. Por isso mesmo, vim entender porque não respondeste o meu chamado.
Não respondi, pois não entendi as tuas solicitações.
– Foi por isso? Ainda bem que eu vim aqui então Léo (…) Seguinte, pensei que podíamos trabalhar num projeto e recriar a Monalisa. Cara, ela é muito superficial.

Leonardo olhou fundo nos olhos de Dalí, virou as costas, mas antes decretou:

– Faça melhor, prezado catalão, a Monalisa agora é sua e de quem mais quiser.

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Gratuitamente inspirado em outros poemas.

Ok, você venceu: batata frita!

Blog é que nem casamento:

A gente se apaixona e, em seguida, declara amor por toda a eternidade. Faz aquele texto em prosa bonito, tal que eu fiz dizendo.

Eu Talita A., recebo-te por meu querido Vinil Literário, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.

Dai passa um mês, você perde o pouco controle que tinha nos posts e ‘vualá!’, as linhas se vão, os dedos não mais digitam e os escritos se escondem onde não devem ficar.

Drama a parte – lembre-se, a escriba é libriana ok? – estamos de volta. O casamento vai numa boa, caros. Azar o de vocês.

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(Em caso de nova parada prolongada, aguarde instruções)