MSTRKRFT é bem isso aqui, faz produções bem bacanas; entretanto, como já tinha gostado um tanto da versão original de ‘Zero’, fico com o Yeah Yeah Yeahs.
MSTRKRFT é bem isso aqui, faz produções bem bacanas; entretanto, como já tinha gostado um tanto da versão original de ‘Zero’, fico com o Yeah Yeah Yeahs.
O chá de boldo amargava as xícaras quando Ana resolveu abrir as janelas. O pouco de sol não resolveu enquanto houveram nuvens, densas e frias. Aos cães, sobravam as sinfonias da lua cheia. A noite forasteira e repentina mal deixou a polenta e o arroz ficarem prontos. Das velas e pequenas lâmpadas (dos abajures dos cantos da sala), luzes coloriam as retinas. Corujas piavam quando Roberto chegou.
(…)
Cauterizados pelo gosto do vinho, alguém discordou da salada de rúcula enquanto o fogo já consumia as cadeiras, mesas e a prateleira das louças.
- As cebolas são o problema. Ou talvez os alhos e o limão, não sei ao certo.
- Talvez seja melhor fazer peixe.
- Com fome ainda?
- Sinto muita fome pela manhã.
(…)
De tolhas sentados na cama, fumando cigarros fedidos e cheirando vinho, surgiu a discórdia quanto ao tempo dos lados dos vinis.
- Cansei de Billie Holiday. Um lado de Guizado?
- Um lado do seu melhor vinho garçom.
- A senhorita dança muito bem para uma polaca.
- São estímulos mútuos, senhorito.
(…)
Não tocou na quínua e nos pães, nem no leite.
- Enchi as garrafas e peguei os bilhetes. Tomemos um sorvete?
- De framboesa e limão?
- De laranja com fotografias.
(…)
Pensou pra si:
- O que fazer com as corujas?
- Quer café?
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Porque o Pedro Tinho escreve de um jeito que ninguém é capaz de escrever. Tão naturalmente dele.
Salvador Dalí teria enviado, certa vez, uma carta escrita em punho próprio à Leonardo Da Vinci. Claro, isso só seria possível graças a máquina do tempo; inventada pelo segundo.
O italiano não conseguiu entender palavra sequer mas, mesmo assim, guardou o envelope e a tal carta sobressalente para refletir sobre o conteúdo desta em algum outro dia.
Dalí desejava uma resposta urgente e se arrepende por não ter comentado isso na carta que mandara. Passam algumas semanas, e o surrealista resolveu visitar o homem perfeito e questioná-lo por não ter sido respondido:
– Meu caro Da Vinci, sempre vi mistério em sua pessoa. Por isso mesmo, vim entender porque não respondeste o meu chamado.
– Não respondi, pois não entendi as tuas solicitações.
– Foi por isso? Ainda bem que eu vim aqui então Léo (…) Seguinte, pensei que podíamos trabalhar num projeto e recriar a Monalisa. Cara, ela é muito superficial.
Leonardo olhou fundo nos olhos de Dalí, virou as costas, mas antes decretou:
– Faça melhor, prezado catalão, a Monalisa agora é sua e de quem mais quiser.
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Gratuitamente inspirado em outros poemas.
Ele é dono, produtor e criador de um dos podcasts mais aclamados na websfera. Ele escreve; se joga nas pick-ups; faz festa e integra a porção massiva de gente bonita (em clima de paquera) levando à todo o país o conceito de celebração malemolente em prol da qualidade sonora das pistas de dança, palquinhos e outros.
Ele assume que faz o trabalho sujo e envolve todo mundo nessa atividade racionalmente atraente. É difícil sair do blog desse cara – e foi difícil entrevistar esse cara por e-mail porque ele é do tipo que gosta de papear in person, graças a Deus; mas naquele dia era a única forma para conversarmos, e foi.
Ele é referência bibliográfica no título desse post e em mais uma leva de trackbacks virtuais.
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Já comecei a saber de ti com uma bela notícia: tu é Corinthians. Desde quando esse amor corinthiano ou és um devoto sazonal?
– Minhas primeiras lembranças relativas ao futebol misturam a Copa de 82 e o inicio da Democracia Corinthiana. Brasília é muito colonizada pelo Rio – porque parte de seus moradores vieram junto com a mudança de capital – e meus amigos eram torcedores de times cariocas. Eu nao me identificava com Zico, Washington, Junior, Dinamite, Assis (…) Não gostava mesmo, não via como é que eu ia torcer por times formados por esses caras – fora as cores da camisa e os nomes palha. E do outro lado tinha o Sócrates e o Casagrande, a camisa risca de giz, o nome bíblico. Sempre acompanho o time, mas faz tempo que não vou ao estádio.
– Todas. São cidades opostas, podia ficar dias falando disso. Mas só pensar que uma foi planejada e outra nasceu do nada, já explica muito sobre que tipo de cidades são.
De todas as seções do ‘Trabalho Sujo’, qual te diverte mais?
O que a Beyoncé tem que as outras cantoras de sua geração não tem?
Blog é que nem casamento:
A gente se apaixona e, em seguida, declara amor por toda a eternidade. Faz aquele texto em prosa bonito, tal que eu fiz dizendo.
Eu Talita A., recebo-te por meu querido Vinil Literário, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.
Dai passa um mês, você perde o pouco controle que tinha nos posts e ‘vualá!’, as linhas se vão, os dedos não mais digitam e os escritos se escondem onde não devem ficar.
Drama a parte – lembre-se, a escriba é libriana ok? – estamos de volta. O casamento vai numa boa, caros. Azar o de vocês.