Arquivo para Março, 2009

#19 via piauí

  • Pega ladrão!
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(Barry Lubman)

Pela ordem dos maiores roubos da história (segundo artigo publicado no Cracked), temos:

  1. Edifício Empire Estate
  2. Um petroleiro de óleo inteiramente carregado
  3. Uma igreja
  4. Uma ponte
  5. Um tanque de guerra
  6. Uma praia
  7. Um sino

Alguns desses itens furtados devem ter rendido um montante de verdinhas caso tenham sido vendidos ilegalmente. Todavia, sem pensar em facetas financeiras e desconsiderando a minha capacidade cleptomaníaca, adoraria ter a Torre Eiffel de souvenir ou qualquer objeto valioso da história egípcia presente no Louvrè.

Ou melhor: roubar uma esfinge, uma pirâmide do Egito ou a do Louvrè mesmo; já me dou por satisfeita.

Definitivamente eu odeio:

Músicas que se instalam na minha cabeça no modo repeat sem explicação e causa propulsora.

Burton no país das Maravilhas

tb

O descotentamento é mágico. É aquele tipo de coisa que te deixa inquieto, pensativo, e te coloca numa busca em fazer daquilo que impulsionou o tal descontentamento uma outra coisa que tenha um significado mais estimulante. E se tem um sujeito que se enquadra com atributos notáveis nessa qualidade de se descontentar, esse sujeito chama-se Tim Burton.

É natural conhecer o cineasta pela esfera sombria, que faz uso do horror para expressar doçura. ‘Edward Mãos de Tesoura‘ e ‘Noiva Cadáver‘ são dois ótimos exemplos em que Tim utiliza esses recursos. Digamos que, por mais escuridão e labirintos existentes na mente de Burton, também existe um lado cativante e meticulosamente doce. De certo que o seu vício pelos escritos de Edgar Allan Poe tenham contribuído para este contexto.

A ressalva da vez no que tange os trabalhos de Tim Burton diz respeito a um clássico. Nada mais, nada menos que  uma versão de ‘Alice no País das Maravilhas‘. A interrogação, por ora, questiona de que forma Burton vai infiltrar-se no mundo de Alice e de como irá representar todos os outros elementos de seu universo. Quanto a isso, estamos falando de signos mas, principalmente, de descontentamento. Em outras palavras, estamos falando de Tim Burton.

I’m not alone

Definitivamente, Calvin Harris está em débito com os tropicais deste solo e devendo apresentação pela América do Sul.

Ruptura.

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(Solidether)

A chuva caiu densa e inusitada. Inusitada não, porque já chove há muito tempo em São Paulo, muito em muito pouco tempo, pra depois vir o sol. Chover dessa maneira desencoraja muita gente a sair de casa.

Tanta chuva traz seus prejuízos. Aos poucos, a água foi enchendo a calha (que confesso não limpar há muito tempo) de folhas e sujeiras outras que encontrava pelo meu telhado. O acúmulo formou uma piscina em certo trecho, que não consegue escorrer pelo cano até o quintal: forma-se uma grossa cachoeira, acima da janela da cozinha, impossibilitando qualquer tentativa de refrescar-se com o vento (além da chuva, faz sempre um calor infernal).
Assistia a chuva pela porta de vidro da sala de jantar. Quando percebi, a cachoeira já inundava o vaso. A pequena planta, ora imponente e altiva com suas flores roxas, jazia vencida pela força das águas barulhentas. Corri, mas não ao ponto de salvá-la. Enterrei-a junto com o vaso no canteiro externo da casa, onde sempre enterro minhas coisas, e voltei a fazer o café.
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Esse texto poderia ser parte integrante de algo como ‘Manual prático de como se comportar em dias de chuva’ ou ‘Aprenda a controlar o seu gênio enquanto o mundo desaba em forma d’água’. Culpa do Pedro Tinho, óbvio.

#18 via piauí

  • Sorrisos sinceros me interessam

Poderia começar esse post utilizando como artifício inicial qualquer manchete que indicasse uma abordagem sobre a atual – nem tão atual, uma vez que era praticamente previsível, mas tudo bem – crise mundial.

Países pelo mundo todo batem recordes: de desemprego, de falta de esperança, de desânimo, de angústia, e de outros sentimentos e mazelas infelizes de serem hospedadas em nossos lindos corações (oun).

No intuito de trazer um afeto para os nativos de Londres, bem como para todos os outros seres vindos dos mais variados continentes mas que se tornaram habitantes locais, o artista e – por conseqüência disso? – revolucionário Stuart Simple vislumbrou uma certa felicidade em nuvens rosadas e sorridentes.

Vislumbrar foi pouco, ele lançou uma série delas no céu cinza da capital britânica.

‘Look on the bright side (…) Tchuru!’

You know Sven Väth?

Em certa música, Miss Kittin resolveu emplacar um dos caras mais incríveis de todos os tempos. ‘You know Frank Sinatra? He’s dead!’.

Agora, se a francesinha resolvesse escolher outro ícone na escala de ‘um dos caras mais incríveis de todos os tempos’ e, para isso, focasse a música eletrônica – em especial, o techno -, a DJ poderia certamente cogitar um revival que dissesse: You know Sven Väth? He’s really alive!

svenvath

Sven nasceu na pequena cidade alemã Offenbach, ladeada pela famosa Frankfurt. Assim que começou a produzir, teve a sua carreira musical atrelada ao surgimento do techno. Coincidência ou não, o techno é exatamente a matriz de inspiração de Mister Väth.

Entretanto, o início de Sven na música começou com uma banda mais pop: a OFF (Organization For Funk), em que atuava como DJ e líder do grupo. Com o término do grupo, Väth deixou esqueceu o popismo e se atirou no underground – coisa fácil de se fazer na Alemanha, vamos combinar.

Em 1992, Mister Väth lança o sabático ‘Accident in Paradise’ que, segundo a revista DJ Mag, é um dos 50 melhores discos de dance music.

De lado todo o brilhantismo e performances que mais parecem maratonas – as  suas apresentações costumam ter long set; e não estranhe se ele decidir tocar durante 24 horas seguidas, Väth já fez isso por vezes -, o DJ ainda preza tocar com vinil e é habilidosamente comprometido em fazer com que as pessoas se apaixonem pelo seu som mas, principalmente, se apaixonem pela figura Sven Väth.

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