
Ainda não descobri a ligação existencial que possuo com a Inglaterra e com o Velho Continente todo de modo geral – quando souber, prometo avisar. Entretanto, o vínculo musical é mais fácil de destacar.
Para não entrar em questões de mainstream e citar nomes obviamente citáveis tipo Beatles, Coldplay e Radiohead, aproveito pra incluir nesse post bandas um tanto quanto despretensiosas que, embora tenham uma turnê agradável e um clã consideravelmente fiel, permanecem num intuito à la ‘banda de garagem’.
The Subways, por exemplo. Certeza que o Billy e o Josh (que são irmãos, aliás) ainda mantém contato com os amigos que moram no interior. Se não mantém, pelo menos, não escondem que a história toda da banda começou com os dois fazendo cover do Nirvana em cidades pequenas. Depois, Charlotte veio pra finalizar o trio e pra ser a noiva do Billy.
O mesmo meio que aconteceu com os caras do Stereophonics (banda preferida, ever). Eles começaram também como covers, mas como se fossem uma banda adolescente, em clubes pequenos.
Enquanto o Doves teve início quando os irmãos Williams conheceram Goodwin. Os meninos acabaram por se tornar amigos, tocar juntos, e ‘que tal ir lá em casa pra gente tirar um som?’. Feito. Não demorou muito e os três começaram a produzir. De certo que com o nome ‘Doves’ ia demorar um pouco mais, porém o trio já estava pronto. Até vale citar ‘There Goes The Fear’ – que tem barulho de cuíca no final da música, inclusive. Você pode até não saber que essa música é do Doves mas a probabilidade de já ter ouvido-a é imensa.
O fato é que essas bandas ditas de ‘garagem’ vêm sendo reconhecidas continuamente visto o acréscimo do público e, principalmente, a qualidade do que produzem. Na minha garagem, os três grupos mencionados têm espaço garantido. E a cerveja fica por minha conta.