Arquivo para Dezembro, 2008

Road

vacation

Tá vendo aquela rede esticada de uma ponta à outra lá no final daquela cabana? Então. É mais ou menos isso que vai acontecer com o Vinil por esses dias de dezembro até o começo de dois mil e nove: a escriba -  e, por conseqüência, o blog – está prestes a colocar os pés na areia da praia mais linda deste Brasil.

Todavia, prometo voltar pra casa, voltar pra São Paulo, voltar pra todas as coisas que me prendem aqui (inclusive, voltar aos posts).

Hasta 12/1.

ps: caso não tenha visualizado a rede na cabana, eu entendo. Eu também não vejo rede nenhuma. Contudo, o mais importante está comigo, a vontade de me espreguiçar nessa rede.

Comunica-chaça.

Comuni-ressaca.

O melhor

Para a revista britância crème de la crème em termos cinematográficos Empire, Tyler Durden (Clube da Luta) é o melhor personagem do cinema – ganhou do Darth Vader, by the way.

bradclubedaluta

– Aprenda a viver, descanse quando morrer. Tudo que você precisa está dentro de você.

#8: via-piauí

  • Fazendo a linha Grinch

semsaco

Quiçá a melhor representação do atual espírito natalino contemporâneo. Grinch, do alto de sua amargura impaciente odeia o sentimento natalício – odeia mais que a ele próprio.

ps: muito embora, no fim das contas, se entregue aos braços de Santa Claus (vulgo, bom velhinho).

Duo Shot

Leite é uma bebida admirada na Dinamarca. Contudo, nem só de lactose vive o povo escandinavo. Eles também apreciam café e chá. Mas acima destas todas, aquelas bochechas rosadas se fazem felizes com cerveja. Muita cerveja – tal qual a Europa inteira.

Mais interessante que a ceva me pareceu a aquavit, que é um destilado feito à base de batatas (e/ou cereais); e redestilado com aromatizantes (anis doce, cravo, canela, e alcaravia). É como se fosse a vodka dos dinamarqueses. Mesmo sabendo de tal condição, e vodka implica em bebericá-la com um copo, achei válida a condição de propor shots de aquavit. E explico porque.

Suse e Sharin são as razões propulsoras para um duo shot. A lógica exclama: se funciona com tequila, aquavit há de ter reação semelhante por conta dos The Raveonettes.

‘Aly, Walk With Me’ veio reforçar essa faceta  propositalmente selada em alguma distorção elétrica com graduação etílica estridente.

O duo Raveonettes parece ter deixado o copo de cerveja do lado de alguma Fender, e optado por uma generosa garrafa de aquavit que, coincidência (ou não), significa água da vida.

Todos os lugares do mundo

paris

É de lei: quem viaja traz na bagagem não só as roupas e itens que já possuía antes de uma big trip mas, também, uma considerável quantidade de souvenirs. Qualquer objeto e cartões postais são tipicamente comprados para reproduzir os cenários por onde o viajante passou os seus dias. Com a mala cheia de mimos para a família toda, o que não pode faltar como lembrança desta viagem fica por conta de uma máquina fotográfica. Fotos, várias delas.

Michael Hughes leva à risca a premissa: viagem + souvenirs + fotos. Tanto que juntou esses três fatores e saiu por ai, fazendo imagens dos lugares que conhecera pelo mundo todo. Porém, ao invés de, por exemplo, fotografar a Torre Eiffel ao natural, Michael encaixou uma miniatura da torre e, zupt, foto feita e Tour Eiffel colorié.

london

I noticed coffee cups from a shop near the Statue of Liberty had the statue printed on, so I poured my drink on the floor, and positioned it in front of the statue.

O britânico começou a brincadeira fotográfica em Londres, em 1998. Ao todo, acumulou mais de 100 fotos (produzidas em 200 países) usando esta técnica um bocado peculiar.

Com a palavra, o Dom

A microssérie, tal qual é descrito no livro de Machado de Assis, escolhera começar a narrativa explicando a causa e a conseqüência que levaram o narrador a tomar a alcunha de Dom Casmurro como se este fosse o seu próprio nome. E não era. Na verdade, era Bento Santiago – o Bentinho.

Dois passageiros num mesmo trem, embora com destinos e retóricas de vida provavelmente diferentes, se encontram por uma casualidade do autor. Machado preponderou a apresentação de seu subordinado Santiago logo no começo de seus escritos para que não surgissem dúvidas de outrora e para que o próprio Dom Casmurro apresentasse as tristezas que propunham suas memórias.

Na tv, entretanto, a preocupação da emissora global delimitou-se em (de certo modo) recriar a aura do livro. Mas com o cuidado de deixá-la atraente aos nossos tempos, de forma a aguçar o senso dos que ainda não conheciam Assis, Bentinho ou Capitu e daqueles que ansiavam em ver a reprodução dos escritos de Machado por mera curiosidade.

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A parte isso, a leitura coletiva – que dividiu o livro machadiano em mil trechos – foi um adicional e tanto.

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