Adoro entrevistas. Entrevista pra mim é bate-papo, toma lá dá cá; diálogo: diga-logo. Uma adorável seqüência de ‘eu pergunto, você fala, mas você também tem abertura pra questionar o que bem entender, e eu tenho o direito de não responder’ – mérito de ser o entrevistante em questão, dudes.
Com o meu tão adorado fuckin’ TCC, pude conversar com pessoas que eu admirava, assim, de longe. O Marcelo Costa, do Scream and Yell, foi um desses. E ele é o tipo de cara que qualquer um – jornalista ou não – teria gosto em entrevistar.
E o Mac ainda é dono-editor de um dos sites da tropicália que eu mais venero:
Como surgiu o Scream and Yell?
– Já na época de faculdade, eu produzia um fanzine, que já era meio que o Scream and Yell (S&L) em papel. E, poxa, por mais que hoje pareça que ‘foi tudo planejadinho na mente diabólica dele’, a idéia do zine foi super ao acaso (risos).
A gente fazia uma tiragem de 200 exemplares. Eu pegava todos os jornais que eu lia e todas as pessoas que eu mais admirava e assim: ‘Lucio Ribeiro, da Ilustrada? Vou mandar um zine pra ele’, ‘Álvaro, da Folhateen? Vou mandar outro pra ele. Metade da tiragem, a gente mandava para jornalistas e pessoas do meio; não me pergunte porquê, até hoje eu não sei responder. Era uma coisa nossa, a gente queria dividir isso com as pessoas que a gente gostava (…) E o fanzine teve uma repercussão bacana. também não sei porquê. Acho que ele tem méritos, mas eu vi fanzines muito melhores (…)
Na web, o Scream surgiu do nada. Eu conheci um louco pela internet (risos). A gente tinha idéias em comum, mostrei os fanzines que eu já fazia; ele sabia um pouco mais de web. Enfim, ele montou o site. (…) O Scream and Yell existe há oito anos. No S&L, eu faço tudo que eu gostaria de fazer.

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