Luzes semi-acesas, somente a ponto de causar uma penumbra interessante no local. Um chicano segura o seu destilado, enquanto presencia uma amiga beber um martini em velocidade não-recomendável – da mesma forma como uma criança comeria um pacote de confeitos de chocolate efusivamente. Essa menina, a propósito, vai ficar ‘altinha’ logo em seguida, e ao acordar não vai se lembrar que dormiu com o amigo na noite anterior.
Ligaram a jukebox. Ao fundo, o som que se ouve é de uma vocal cantando um rock pop glamurizado – e com um sotaque britânico fortíssimo. Na hora, (tirando a parte do sotaque) me lembrou Blondie com um quê de Nancy Sinatra. A letra da música fala alguma coisa sobre inferno, até a parte que consigo ouvir. Depois dessa, uns sussurros conhecidos ‘I know your only doing what comes naturally’. The Long Blondes, claro.
Emma, Dorian, Reenie, Kate e Screech (não necessariamente nessa ordem). Diretamente vindos de Sheffield, na Inglaterra, para ser a trilha sonora de uma sexta-feira qualquer. Mas, pra falar bem a verdade, a banda deixou de ser o meu foco depois que vi um guri de perto. Os olhos azuis diziam por si, duas pupilas que exclamavam ‘Garota, seu desejo é uma ordem.’
Respondi ‘Ok, já que tu virou a delimitação da noite, me faz um remix bem bacana pra essa música do Long Blondes que eu quero dançar fazendo cara de Guilt has nothing, nothing to do with it.’
E ele fez.



que ótimo esse teu blog, to favoritando agora antes que me esqueça!
a melhor leitura, mesmo ainda perguntando pq diabos ontem transei com a obesa coreana de 13 anos.
=*
Deixaram um garrafa de Kahlua por aqui.
Fabio, Eduardo, é de algum de vocês, meninos?