You’re a good man

‘Nada tira o gosto de manteiga de amendoim como o amor não correspondido.’

A missão mais difícil do mundo, seria escolher – e admito clemência com o poder inofensivo que mora dentro deste verbo – o meu personagem preferido do meu desenho preferido criado por Charles M. Schulz.

Seja nos filmes ou quando assistia pela TV, apesar de achar o Snoopy um mimo e ter toda uma devoção por caninos, Charlie Brown roubava a minha atenção sempre. Talvez pela cabeça ligeiramente redonda demais, traço marcante da HQ de Mister Schulz. Ou não. Acho que a timidez do Minduim e, principalmente, aquela mania paranóica de estar preocupado com tudo e de achar que o mundo é uma grande coisa errada que conspira contra todas as pessoas que vivem nele era (ou é) o que me atraía no garoto de calças curtas e camiseta amarela com detalhe em preto no meio.

Suas teorias crises de existência eram hilárias. Esqueça a antítese da frase anterior, por gentileza, digo isso porque Charlie Brown era gênio em ser espontâneo e verdadeiro.

Ao contrário da maioria das pessoas, que opta por exibir uma imagem de força e resistência inerente ao que é real: todo mundo chora, todo mundo acorda atrasado, todo mundo tem contas a pagar, todo mundo já perdeu no ‘dois ou um’, todo mundo teve um amor platônico, todo mundo teve o coração quebrado, todo mundo cantou ‘Lovefool’ em pensamento, ou nas palavras do Minduim: ‘Todo mundo ganhou alguma coisa. E eu uma pedra.’

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Agora, esqueça quando o CB diz: ‘Se a vida é um jogo de golfe, eu errei as últimas cinco tacadas’. Afinal, ele guardou segredo e não comentou que acertou na sexta tentativa. Charles Burowski foi o caddie oficial.

3 Respostas para “You’re a good man”


  1. 1 xarao Outubro 10, 2008 às 5:29 pm

    ‘Lovefool’ é quase meu hino!
    E quem não tem fases de Brown, né?
    Eu tô quase me livrando.

  2. 2 Talita A. Outubro 18, 2008 às 3:18 am

    Fases Brown até a oitava tacada.


  1. 1 Lovefool, a análise « _vinil literário Trackback em Novembro 5, 2008 às 1:08 am

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