‘Nada tira o gosto de manteiga de amendoim como o amor não correspondido.’
A missão mais difícil do mundo, seria escolher – e admito clemência com o poder inofensivo que mora dentro deste verbo – o meu personagem preferido do meu desenho preferido criado por Charles M. Schulz.
Seja nos filmes ou quando assistia pela TV, apesar de achar o Snoopy um mimo e ter toda uma devoção por caninos, Charlie Brown roubava a minha atenção sempre. Talvez pela cabeça ligeiramente redonda demais, traço marcante da HQ de Mister Schulz. Ou não. Acho que a timidez do Minduim e, principalmente, aquela mania paranóica de estar preocupado com tudo e de achar que o mundo é uma grande coisa errada que conspira contra todas as pessoas que vivem nele era (ou é) o que me atraía no garoto de calças curtas e camiseta amarela com detalhe em preto no meio.
Suas teorias crises de existência eram hilárias. Esqueça a antítese da frase anterior, por gentileza, digo isso porque Charlie Brown era gênio em ser espontâneo e verdadeiro.
Ao contrário da maioria das pessoas, que opta por exibir uma imagem de força e resistência inerente ao que é real: todo mundo chora, todo mundo acorda atrasado, todo mundo tem contas a pagar, todo mundo já perdeu no ‘dois ou um’, todo mundo teve um amor platônico, todo mundo teve o coração quebrado, todo mundo cantou ‘Lovefool’ em pensamento, ou nas palavras do Minduim: ‘Todo mundo ganhou alguma coisa. E eu uma pedra.’
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Agora, esqueça quando o CB diz: ‘Se a vida é um jogo de golfe, eu errei as últimas cinco tacadas’. Afinal, ele guardou segredo e não comentou que acertou na sexta tentativa. Charles Burowski foi o caddie oficial.

‘Lovefool’ é quase meu hino!
E quem não tem fases de Brown, né?
Eu tô quase me livrando.
Fases Brown até a oitava tacada.