O sujeito na imagem abaixo é Tatá Aeroplano, membro convicto de seis bandas retumbantes (dessas, que você deve ouvir pelo menos uma vez na vida): Cérebro Eletrônico, Jumbo Elektro, Zeroum, Frame Circus, Luz de Caroline e Elétrons Medievais. A parte isso, Tatá também pode ser Frito Sampler, Mister Airplane, caçador de artefatos musicais na 25 de março, Dj que toca Robertão e outras mixagens à Tropicália; além de ser o Octávio, nascido em Bragança Paulista e re-nascido na capital megalomaníaca desvairada.
De prontidão, e demonstrando uma confortável disponibilidade em conversar, Tatá cedeu um pouco do seu tempo para falarmos sobre coisas aleatórias – e sem muitas pretensões. Por ora, quase perdemos a noção desse ‘pouco tempo’ que tínhamos combinado.
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O Google vai premiar as 5 idéias mais interessantes, que possam mudar o mundo e ajudar o maior número de pessoas possível. Qual idéia tu sugere?
– Eu tenho uma ótima idéia pra ajudar o mundo. Eu penso que os seres humanos devem parar de se reproduzir, em 100 anos nós deixaremos a Terra.
Guri, achei um blog com uns textos ótimos escritos por ti. Quanto a isso, o que te inspira a escrever, compor, tocar, e levantar da cama?
– Ah então, esses textos que eu publiquei no Pirex. Na verdade são partes de um livro que eu escrevi, que está pronto há alguns anos e conta a história do fim da humanidade no planeta, é uma ficção que comecei a escrever em 2000. Escrevi inspirado no livro “A Revolução dos Bichos” e “1984″, e claro em experiências pessoais minhas (…) O que me inspira a compor, escrever, pintar é viver a vida de uma maneira livre. Gosto de andar pelas ruas, faço isso diariamente, observo muito. Ontem mesmo peguei uma cena sensacional na livraria Cultura: um senhor que eu sempre vejo pela rua com a filha que ele nunca vê. Ai ele mostrava pra ela discos clássicos do Stones, dos Bealtes, do Dylan (…) foi um papo incrível de duas pessoas que nunca se falam e eu fiquei encantando com aquilo.
Por falar em Dylan, tem uma música no Jumbo nomeada ‘Dylan meets sings Bowie’. Aproveitando essa idéia, como seria um encontro teu com esses dois mitos?
– Eu gostaria de me encontrar com o Dylan em 1967 e com o Bowie em 1976. E claro, em vez de conversar com eles (…) ficar como observador.
Outra: já te falaram que tu parece com o Alex DeLarge do Laranja Mecânica? Tu concorda e te acha parecido com ele?
– Algumas pessoas já me pararam na rua pra dizer que sou o Alex. Aliás, sou afeito aos trotes e pequenos atos de terrorismo cultural, e sempre lembro do Alex nessas horas.
Tem uma comunidade ‘violência com trilha sonora’, que me lembra exatamente algumas cenas do filme (…) Sem contar que deve ser fácil pra ti, pensar em uma fantasia quando tem alguma festa temática né?
– Ah sim! Já me transformei em Alex algumas vezes. Pior foi uma madruga que eu estava assistindo Laranja Mecânica sozinho em casa. E rolou um puta quebra pau no andar de cima, gritaria, pratos quebrando, choro, coisas caindo, eu abaixei o som da tv e fiquei escutando a briga que durou por mais de meia hora. Foi uma noite memorável, mas também assustadora, tanto que eu tive que ligar pro porteiro falando que os vizinhos de cima estavam se matando e ai ele respondeu: ‘Olha, em briga desse tipo não posso reclamar. É ordem do zelador.’
Multi-artista, a cara do DeLarge, e envolvido nos mais diversos projetos (possíveis e imagináveis), o que ainda falta para o Tatá fazer?
– Eu faço muitas coisas ao mesmo tempo e amo tudo que eu faço, por isso consigo conciliar bandas, textos, filmes, caminhadas, amores, discos, e tudo mais (…)
Ode ao Horror Freak Show.

style!!!