I’ve been really tryin’, baby
Tryin’ to hold back this feelin’ for so long
And if you feel like I feel, baby
Then come on, oh come on
Let’s get it on, oh baby
Diário de Bridget Jones, II. Quem não simulou um microfone com as mãos e começou a cantar os versos acima assim que essa música aparece no filme, que atire a primeira pedra – e se alguém, por ventura, atirou alguma coisa vai levar de volta. É automático ter vontade de seguir o ritmo de Let’s Get It On (os dedos até se juntam pra estalar e acompanhar a melodia).
E a culpa disso não é tanto por mérito do filme. Afinal, nem todo mundo acha bacana a história de uma solteirona que escreve as suas aventuras num diário, hoje em dia o pessoal tem blog né? A culpa é exclusiva de Marvin Gaye.
Absurdamente, Gaye é um dos artistas mais representativos de sua geração. Não satisfeito em ser um mártir na black music, Mister Gaye também desenvolveu uma cultura de soul harmoniosa, do tipo que acaricia os ouvidos ao passo que estimula movimentos no quadril. Sexual Healing pode estimular outros movimentos também é um senhor exemplo desse tal gingado; e ainda, de quebra, propiciou dois prêmios no Grammy (Melhor Perfomance R&B Masculina e Melhor R&B Instrumental) ao cantor.
Honey I know you’ll be there to relieve me
The love you give to me will free me
If you don’t know the things you’re dealing
I can tell you, darling, that it’s Sexual Healing
Contudo, Marvin Gaye não é referência apenas na técnica de ‘sacudir pra lá e pra cá, e pegar várias garotinhas’. O cara é um mito quando o assunto é romantismo, com métodos mais avançados elaborados que os do conselheiro amoroso Hitch. Quem conhece apenas o Marvin de ‘Sexo como Cura’ se engana um bocado ao ouvir essa:
When a man loves a woman
He can’t keep his mind on nothing else
He’ll trade the world
For the good thing he’s found
Tamanho talento fez de Marvin figura carimbada na Billboard. Era comum vê-lo nas primeiras posições do ranking musical americano. Nos anos 70, por conta do tremendo sucesso de What’s Going On, Gaye assinou um contrato no montante de um milhão de dólares e tornou-se o artista mais bem pago de sua época.
A black music contemporânea tem cachês mais elevados, se comparados com o de Gaye. No entanto, não se fazem mais Marvin Gaye’s como antigamente.

Escuta a versão do Ben Harper, que por sinal, é um versão Marvin das praias :)
Musica é um vício que só faz bem.
Hoje revirando os DVDs fui ver o NewOrder 316, que tem um show de 1981, um de 1998 e ainda uma entrevista pra lá de descontraida.
Para completar a nostalgia…
http://www.myspace.com/saintetienne
:)
Adoro a música. Na voz de Gaye e na de Ben Harper também.