Arquivo para Setembro, 2008

My Bloody, our bloody

‘I’ve written some of my best songs when I’ve been happy’, Kevin Shields, guitarrista do My Bloody Valentine, deixou escapar essa frase enquanto comentava a respeito do novo album a ser lançado pela banda.

Dezessete anos depois, Kevin e cia limitada – Dave, nos vocais; Colm, na bateria; e a tecladista Tina – retornam com o MBV. E o que esperar das canções que devem vir em breve: melancolia, guitarras absurdamente longamente distorcidas, minutos de concentração interior, viagens infernais, sonhos pisoteados, e ilusões sorridentes de todos as cores?

Junte os elementos citados à felicidade particular de Kevin. Conforme as palavras do próprio, podemos medir a qualidade das músicas do My Bloody Valentine seguindo o termômetro de alegria de Shields.

É esperar pra ver ouvir.

Black Hole – Introdução à Biologia

HQ de Charles Burns mete medo com sua história e com o pesado nanquim – e vai virar filme em breve, com direção de David Fincher e roteiro adaptado por Neil Gaiman e Roger Avary.

Black Hole é um quadrinho de terror de Charles Burns, que conta a história de um vírus espalhado por meio do sexo entre os jovens, na Seattle dos anos 70.

Aqui no Brasil, a HQ foi dividida em duas edições, sendo que a primeira, Introdução à Biologia, foi lançada ano passado. Já se pode sentir a qualidade da obra, com sua linguagem cinematográfica, preto e branco pesado, e roteiro envolvente e aterrorizador.

A obra conta a história de juvenis que são infectados por um vírus transmitido a partir de relações sexuais. O vírus, por sua vez, pode causar mudanças no corpo e no comportamento das pessoas; e até mutações bizarras, como manchas, caudas, bocas a mais e trocas de pele. As reações dos jovens são diversas, alguns acham nojento, outros acham atraente, outros se alienam. No decorrer da história, ainda começam a acontecer assassinatos na cidade.

Desde 2005, o filme sobre a HQ vem sendo produzido, tendo David Fincher (Seven, Clube da Luta) como diretor e Neil Gaiman e Roger Avery (Bewoulf) na adaptação do roteiro. É esperar para ver. E esperar também ansiosamente pela segunda parte aqui no Brasil.

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O post acima é de autoria de Fabio Zelenski, o mais novo Vinil deste blog.

Setembro, meu.

Setembrianos são criaturas irresistíveis por obrigatoriedade – e não digo isso por mim, digo isso pelas pessoas que conheço nascidas neste lindo mês primaveril.

Contudo, em especial, posso responder pelo dia 27 de setembro. Este sim. Já o conheço há 21 adoráveis anos. Também posso citar outras criaturas-librianas:

1696: Afonso de Ligório (Santo Afonso), bispo italiano, renovador da moral – acho melhor guardar palavras a respeito deste amigo-bispo, certeza que vai sair algum comentário imoral.
1971: Caco Ciocler, ator brazuca -  talentoso;
1972: Gwyneth Paltrow, atriz norte-americana – ela é casada com um britânico, ponto pra Gwyen; e ela canta uma das músicas mais inexplicavelmente importantes pra mim;
1979: Danilo Gentili, publicitário, humorista, cartunista e repórter brasileiro – bom, muito bom; quase uma versão minha em forma de guri.

No entanto, o mais bizarro foi analisar alguns fatos ocorridos na mesma data:

1937: morre o último espécime do Tigre de Bali – não vejo graça em tigres;
1950: é inventada a secretária eletrônica – odeio telefones;
1957: início da atividade vulcânica do vulcão dos capelinhos – vulcão (?);
1998: criação do site de buscas Google – site preferido ever.

Por fim – a parte o (des)aniversário desta escriba – a data de hoje também é:

Dia da caridade;
Dia da Música Popular Brasileira;
Nascimento de Athena, deusa da sabedoria;
Independência do México.

E por falar em ‘Independência do México’, México me lembra tequila. Praticamente uma dica subliminar de como celebrar este sábado.

Master-kraft

Se preferir, leia o título daqui: MSTRKRFT. Exato, apenas consoantes. Sim, aquele duo canadense formado por Jesse F. Keller, ex-integrante da banda Death From Above 1979, e Alex Puodziukas – mais conhecido como AI P. – também produtor do Death.

Sexta-feira. Ao som de ‘Paris’, acabei por lembrar que os caras estavam prometidos para o Skol Beats do ano passado. No entanto, nada de ‘Street Justice’ para o SB de dois mil e sete. Inicialmente, devido à problemas com visto, fazendo com que Jesse e AI P. voassem direto pra Argentina (onde também tinham apresentação marcada, aliás) e permanecessem por lá por conta do congestionado aeroporto dos ‘hermanos’.

Mesmo com aquela bela vontade de vê-los ao vivo e um tanto quanto emputecida com a falta de desdém organizativo do Skol, uma ressalva mostra-se latente no dia de hoje: como é bom ouvir MSTRKRFT. Os guris são extremistas originais, vão além da teoria maximal de ser. ‘Nada previsíveis’, ‘Eles podem tudo’, essa é a sincera impressão que tenho ao ouvi-los.

E repito: como é bom ouvir MSTRKRFT.

Cores de setembro

Gosto de achar musiquinhas que tenham cordas e teclas, várias teclas. Acho que esse é o meu jeito remoto de assumir a minha total falta de coordenação com instrumentos musicais – meu pai queria que eu tocasse piano, foi um desastre; eu queria ter aprendido a tocar violão, foi um outro desastre.

The Silent Years é um desses grupos que abusam dos acordes. Nada muito surpreendente. Chega ser até um pouco previsível. Mas ‘Worlds Worst Birthday Gift’ foi válida, exclusivamente por se tratar do mês de setembro.

É pecado

Consegue idealizar a reação obtida ao jogarmos no mesmo tubo de ensaio nuances do punk e do metal, orquestradas por produtores relativos ao drum & bass, breakbeat e hardcore?  Teríamos o ápice do pecado alquimista. Certeza. Ou, quem diria, a produção de um tipo composto auditivo curioso de se ter nos ouvidos. Abracadabra! O resultado produzido com essa experiência é o grupo australiano Pendulum.

Pendulum é Rob, Gareth, Perry, Paul, Kodish e Verse. Os guris dizem ter como influências para as suas produções nomes como Tool, The Mars Volta, Queens Of The Stone Age, além de duas bandas utópicas: Led Zeppelin e Beatles.

O fato é que essa alquimia toda resolveu aparecer do lado de cá, no continente sul-americano. Neste próximo sábado, vinte e sete de setembro, no Skol Beats, a gente confere se Pendulum é pecado, alquimia ou enganação.

_a melhor parte da apresentação do Pendulum: o final, porque em seguida tem Digitalism. Yay!

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